sábado, março 21, 2009
terça-feira, março 17, 2009
domingo, março 15, 2009
Roxo .

Era uma vez ... _sempre estes termos suaves
A começar um conto ou uma história _
Um bando que existia , algumas aves
Perdidas na distância da memória .
Viviam sua vida em harmonia
Na paz do seu amor e dos seus sonhos
E sempre o sol que ao alto refulgia
Tornava os seus momentos mais risonhos .
Comiam do que dava a natureza
Bebiam dos riachos e dos lagos
O trato se fazia na riqueza
Que tinham em carinhos, em afagos .
Vizinho ao seu local havia um grupo
Mas este, de pessoas, tão diferente...
Era constante entre elas o apupo
Um som que para o bando era estridente.
Ralhavam por inveja, por cobiça
Por terras, por riquezas, por ganância
Não raro se envolviam numa liça,
As aves as mirando na distância .
Um dia, vendo o grupo, que se espanca
_ Queriam a mesma árvore, na cegueira _
Do bando sai uma lesta pomba branca
Levando em bico um ramo de oliveira
Todos entenderiam pela certa
O gesto da pombinha, perspicaz
Que no seu simbolismo era uma oferta,
Da árvore em questão, a sua paz .
Contudo alguém gritou ... é estrago, o corte.
Quebrou , traz um presente envenenado.
E abatendo a ave, dão-lhe a morte,
Um crime tão horrendo... tresloucado.
_A história vem dum sonho em pequenino,
Da arca das memórias ela arranca
Quem dera uma mudança no destino...
A paz chegasse noutra pomba branca _ !
Joaquim Sustelo
sábado, março 07, 2009
Azul .

Primeiro
pintar uma gaiola com a porta aberta .
Pintar
depois , algo de lindo , algo de simples , algo de belo, algo de útil
para o pássaro .
Depois dependurar a tela numa árvore
num jardim , num bosque ou numa floresta .
Esconder-se atrás das árvores
sem nada dizer , sem se mexer ...
Às vezes o pássaro chega logo ,
mas pode ser também que leve muitos anos
para se decidir .
Não perder a esperança ,
esperar
esperar se preciso durante anos .
A pressa ou a lentidão da chegada do pássaro
nada tendo a ver
com o sucesso do quadro .
Quando o pássaro chegar ,
se chegar ,
guardar o mais profundo silêncio .
Esperar que o pássaro entre na gaiola
e
quando já estiver lá dentro
fechar lentamente a porta com o pincel .
Depois
apagar uma a uma todas as grades ,
tendo o cuidado de não tocar numa única pena do pássaro .
Fazer depois o desenho da árvore , escolhendo o mais belo galho para o pássaro .
Pintar também a folhagem verde e a frescura do vento ,
a poeira do sol
e o barulho dos insetos pelo capim no calor do verão .
E
depois esperar que o pássaro queira cantar .
Se o pássaro não cantar ,
mau sinal .
Sinal de que o quadro é ruim .
Mas se cantar , bom sinal ,
sinal de que pode assiná-lo .
Então você arranca delicadamente
uma das penas do pássaro
e
escreve seu nome num canto do quadro !
Jacques Prévert
pintar uma gaiola com a porta aberta .
Pintar
depois , algo de lindo , algo de simples , algo de belo, algo de útil
para o pássaro .
Depois dependurar a tela numa árvore
num jardim , num bosque ou numa floresta .
Esconder-se atrás das árvores
sem nada dizer , sem se mexer ...
Às vezes o pássaro chega logo ,
mas pode ser também que leve muitos anos
para se decidir .
Não perder a esperança ,
esperar
esperar se preciso durante anos .
A pressa ou a lentidão da chegada do pássaro
nada tendo a ver
com o sucesso do quadro .
Quando o pássaro chegar ,
se chegar ,
guardar o mais profundo silêncio .
Esperar que o pássaro entre na gaiola
e
quando já estiver lá dentro
fechar lentamente a porta com o pincel .
Depois
apagar uma a uma todas as grades ,
tendo o cuidado de não tocar numa única pena do pássaro .
Fazer depois o desenho da árvore , escolhendo o mais belo galho para o pássaro .
Pintar também a folhagem verde e a frescura do vento ,
a poeira do sol
e o barulho dos insetos pelo capim no calor do verão .
E
depois esperar que o pássaro queira cantar .
Se o pássaro não cantar ,
mau sinal .
Sinal de que o quadro é ruim .
Mas se cantar , bom sinal ,
sinal de que pode assiná-lo .
Então você arranca delicadamente
uma das penas do pássaro
e
escreve seu nome num canto do quadro !
Jacques Prévert
quinta-feira, março 05, 2009
Roxo .
sábado, fevereiro 28, 2009
Azul .
sábado, fevereiro 21, 2009
Roxo .

Na
vida estamos sempre a começar.
Mas com necessidade de prosseguir ,
Porque o que temos de mais certo é sermos interronpidos antes de terminar.
Portanto , depois da interrupção teremos que fazer um novo caminho .
Onde a queda poderá ser chamada um passo de dança .
E o medo, a escada
Para o sonho . . . que se transformará na ponte entre a busca e o encontro !
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