O anjo que se esqueceu de fechar a porta não irá regressar. Voa no espaço a que nenhum de nós tem acesso. Só o bater das suas asas ecoa num recanto do que somos .
E vou buscar esse ritmo para construir o verso,
enquanto pensas se hás-de fechar a porta ... ou deixá-la aberta, para sempre.
Que fizeste das palavras? Que contas darás tu dessas vogais de um azul tão apaziguado. E das consoantes, que lhes dirás, ardendo entre o fulgor das laranjas e o sol dos cavalos. Que lhes dirás, quando te perguntarem pelas minúsculas sementes que te confiaram?!